Inov-AÇÕES Edição Nº 01 – Como utilizar bem o espaço do Pôster/Banner

08/01/2010

Durante a realização de um projeto, podemos nos deparar com problemas que variam do simples ao complexo – a questão é: não importa o problema, sempre há uma solução. Veja, por exemplo: os painéis (bâneres). Muitas pessoas se deparam com problemas de espaço, em que elas acabam tendo que resumir seus textos ao máximo. O que muitos não sabem é que uma solução “inovadora” pode resolver rapidamente esse problema. O uso de fluxogramas pode reduzir a necessidade de espaço, já que eles possibilitam a você definir sua metodologia ou resultados em tópicos e imagens chamativas. A idéia pode não só solucionar o problema, como também pode trazer uma ferramenta visual nova para aqueles que passam pelo seu estande. O uso dessa ferramenta visual pode ajudar também na sua apresentação oral, permitindo que as pessoas entendam melhor o seu projeto. Você pode até ganhar alguns pontos com os jurados.

Para criar um fluxograma, devem ser obedecidos alguns critérios: quando o fluxograma ficar pronto, ele deve ser entendido por uma pessoa que não acompanha o seu projeto. Lembre-se que os fatos sempre devem ser relatados em ordem cronológica, já que uma coisa leva a outra; assim, todos os seus métodos estarão  interligados. Enfim: divida os seus métodos em etapas, como: planejamento, análise, resultados (entre outros). Lembre-se que, shutterstock_26587654se for necessária alguma informação abaixo do tópico, tente diminuir a fonte da letra e não colocar muito texto. Ressalto que alguns detalhes podem ser apresentados na exposição oral – já é suficiente. Você pode ver exemplos de fluxogramas em nossos  bâneres, na seção “Galeria” ou logo abaixo.

É bom saber que essa é apenas uma dica, não uma regra. Cabe a você decidir qual a melhor maneira de fazer seu banner/pôster.

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Imperatriz é destaque!

24/07/2009

O professor Alexandre Passos foi uma das pessoas a representar a cidade de Imperatriz na 7ª FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Em uma entrevista ao JMTV, programa de notícias da TV Mirante, ele comentou sobre a massiva participação da cidade, tanto pelo número quanto pela qualidade dos trabalhos provenientes dela.

É importante lembrar que, em certo momento da entrevista, ele fala sobre o incentivo que os alunos conseguem trazer uns aos outros e isso explica porque, a cada ano, Imperatriz tem uma participação cada vez maior em feiras como essa. O melhor de tudo, no entanto, foi o momento em que o professor comenta sobre o nosso trabalho. =D

Alexandre Passos da Silva é diretor do Núcleo de Divulgação Científica da Região Tocantina, sediado em Imperatriz-MA, e organizador da FECITEC.

Remixando

21/07/2009

i.no.var:Cópia_de_segurança_de_banner

[Do latim innovare.]

Verbo transitivo direto.

1. Tornar novo; renovar.

2. Introduzir novidade em.

Já notou como tudo que existe parece igual ao que era a várias décadas? A gente ainda ouve Thriller, a Xuxa ainda canta nas manhãs de sábado, o Faustão ainda faz as mesmas piadas no domingo, um casal se separa e se reconcilia toda semana na Malhação… Então, o que muda? Afinal, o jovem só diz que isso é “brega”, aquilo é “careta” ou “tá por fora”. As garotas continuam usando calças legging, os rapazes ainda usam All Star, debutantes ainda dançam valsa, amigos ainda se juntam e formam bandas de rock que nunca saem da garagem. Repito: CADÊ O NOVO?

Quando você critica sua mãe por gostar de Roberto Carlos, ou seu pai, por curtir Biquíni Cavadão, pegue o encarte do seu CD do Jota Quest e procure o compositor de “Além do Horizonte”, ou pesquise a letra da música “Adultério”, do Mr. Catra. Você vai ver que, de alguma forma, nós nunca abandonamos o nosso passado (é uma daquelas “máximas universais”, sabe?).

Vivemos um eterno “remix”. Eu poderia até colocar aqui a definição de remix, mas acho que não precisa, já que a internet está cheia disso. E não só na música: experimente fazer uma busca sobre qualquer assunto (Bill Clinton, por exemplo): aposto que, se você abrir 15 sites diferentes, pelo menos em 5 você lerá as mesmas coisas, palavra por palavra. Algumas pessoas têm a cara de pau de copiar, até mesmo, os comentários pessoais do autor do artigo. Quer saber? Isso nem pode ser considerado um remix – tá mais pro velho “Control+C, Control+V”. Remix de verdade é aquilo que a gente percebe no dia-a-dia: sabia que o método de se comunicar na segunda guerra mundial era por um aparelho no qual alguém escrevia um texto e o mesmo aparecia automaticamente do outro lado da “linha”? Pois é, e não pense que estou falando de MSN, era uma coisinha chamada Telex. Isso sim, é um exemplo de “remix”.

Não, eu não esqueci do trechinho de dicionário ali em cima. Inovar, pode-se dizer, é o mesmo que remixar. Agora, sim, um exemplo de música: uma música lenta, como “Yesterday”, dos Beatles, pode se tornar o maior sucesso em uma danceteria metropolitana: é só adicionar uma batida psytrance e colocar uns efeitos de delay (você não precisa entender isso, não se preocupe). Do mesmo jeito que ocorre com a música, podemos aplicar o conceito de inovação em qualquer coisa: na moda, na política, na TV, nos esportes, na pesquisa.

Na pesquisa?

Com certeza. O que as pessoas de hoje (e isso pode incluir você) pensam sobre a ciência é totalmente diferente do que ela é de verdade. Alguém sem contato suficiente com a pesquisa imagina um cientista como uma pessoa de óculos, touca branca, jaleco, luvas cirúrgicas e um tubo de ensaio balançando e expelindo uma fumaça colorida. Ele é um cientista, mas nem todos são assim. Na verdade, esta é uma exceção: você só vê cientistas como esse (em sua maioria, químicos) dentro de laboratórios, ou dando entrevistas em programas de sexta à noite. A verdadeira cara da pesquisa é aquela vista nas ruas, nas escolas, nas casas. Por todos os lados, você pode ver o resultado de longos anos de dedicação e comprometimento com a ciência; ao mesmo tempo, há ali iniciativas de alguém que teve uma ideia simples e resolveu aplicá-la. Tudo isso é ciência.

A ciência que vemos nos filmes é aquela dos aparelhos de última geração, que flutuam ou se teletransportam em frações de segundo. A ciência do dia-a-dia é aquela lâmpada colorida, inventada para gastar menos energia, que você viu no poste ao lado da sua casa. É aquele detergente biodegradável que estão anunciando na TV. É aquela ONG que se instalou na rua de baixo. Atitudes e iniciativas como essa são o que você pode chamar de pesquisa, de ciência, de inovação. Afinal, “nada se cria do nada”. Essa é uma frase minha, que eu tirei do Chacrinha, que copiou do Lavoisier, que remixou do Descartes, que deve ter pego de algum filósofo grego da Antiguidade Clássica. Não é à toa que nem os próprios lançamentos do cinema possuem um roteiro inédito – O dia em que a Terra parou, Guerra dos Mundos, 20.000 Léguas Submarinas, Os Três Mosqueteiros, e por aí vai. A ciência é só mais uma área do conhecimento humano que segue a regra universal – adapta-se, renova-se, evolui. Inova.